A luta do Muinho para se tornar no papel o que já representa para uma cidade
04/07/2019 13:11 em Rola na WP


A luta do Muinho para se tornar no papel, o que já representa para uma cidade

Com persistência que só tem quem ama o que faz, o farroupilhense Gustavo Covolan, tem dedicado as últimas duas décadas e meia a manter de pé o prédio que abrigou o Moinho Covolan. Além de ser uma das construções mais antigas a restar na área central de Farroupilha, que foi erguida na década de 1940, a sede da empresa de moagem de trigo, que manteve atividades até o final dos anos de 1980, é destes patrimônios culturais que ajudam a dar identidade às cidades, sejam elas grandes ou pequenas.


História

“Inicialmente, operava com energia gerada por uma máquina de vapor. Depois, com os negócios prosperando e como não havia energia elétrica em Farroupilha, o moinho comprou um motor movido a gasogênio, da Companhia Força e Luz da cidade de Montenegro. Maquinários também foram importados da Alemanha. Só então, começou a construção do prédio em alvenaria de tijolos maciços, sobre fundação em pedra basalto.  Outro aspecto da arquitetura é que o local não conta com nenhuma viga de concreto.” Fonte Jornal Pioneiro


Dias de luta em busca de dias de glória

Covolan está à frente do projeto desde 1992 e desde então vem dedicando todo o esforço para manter o prédio, originalmente construído para ser um moinho no final dos anos 30, ativo. Gustavo usou de criatividade para transformar o Muinho em um patrimônio histórico da cidade. Durante os sete primeiros anos, ele apenas manteve o lugar a salvo da especulação imobiliária e livre das garras de vândalos. Em 99, o projeto de ter um bar, saiu do papel, e o Muinho passou a ser um ponto para reunir a galera e gerar recursos para manter o funcionamento do lugar. Informações dão conta que desde 2013 o setor imobiliário está de olho no espaço, dificultando ainda mais a vida de Covolan.

 
 Abraço coletivo em solidariedade a causa do Muinho Club

 

Legitimidade

A arquiteta caxiense Clarissa Zanatta, que é parceira de Covolan e usou o moinho como case de sua pós-graduação na UCS afirmou em entrevista ao Jornal Pioneiro: “O pedido de tombamento é legítimo por se tratar de um exemplar único remanescente do período de industrialização da imigração italiana, tanto pelo local onde ele está inserido, quanto pelo sistema construtivo, que apresenta uma raridade formal. O intuito do trabalho é embasar a análise com o máximo de informações para comprovar o valor e a necessidade de preservação legal através do tombamento, que é o último recurso que se utiliza nestes casos. O ideal seria que se garantisse pela consciência, sem que fosse necessário aplicar legislação”.



Patrimônio histórico

Conforme levantamento histórico feito pelo grupo que quer o tombamento, o prédio de cinco andares chegou a ser o mais alto de Farroupilha e o moinho forneceu energia elétrica para a cidade durante um período na Segunda Guerra Mundial. No final dos anos 80, a empresa parou as atividades de moagem de trigo. 

Hoje, o espaço é utilizado parcialmente para atividades culturais. Em 2008, passou a se chamar Muinho Club, onde são realizados inclusive shows nacionais e internacionais. O espaço abriga também um museu com peças da antiga empresa e agora também dispõe do Café Muinho.

Assine a petição que busca tornar o Muinho Club patrimônio histórico e cultural no link abaixo:https://www.change.org/p/salve-o-muinho-pelo-tombamento-como-patrim%C3%B4nio-hist%C3%B3rico-art%C3%ADstico-e-cultural

O Moinho pede a tua ajuda: compartilhe suas fotos, vídeos, essa notícia com os amigos usando a #TombaMoinho para colaborar com a casa e engajar ainda mais farroupilhenses na proteção desse prédio histórico para nós

 

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Por Jean Lemes.

 

Assine a petição que busca tornar o Muinho Club patrimônio histórico e cultural no link abaixo

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